Sur le coup d’Etat en Guinée Bissau
COMMUNIQUÉ DE PRESSE
29 novembre 2025 12:00 0 messages
La Ligue guinéenne des droits de l’homme suit avec une profonde stupéfaction et une inquiétude croissante l’évolution dramatique de la situation politique et militaire dans le pays, marquée par l’annonce d’un prétendu coup d’État survenu hier, 26 novembre 2025, précisément au moment où le pays attendait la proclamation des résultats des élections législatives et présidentielles du 23 novembre.
Cet acte irrationnel interrompt brutalement un processus électoral au cours duquel le peuple guinéen a démontré, une fois de plus, sa maturité, sa sérénité et, surtout, sa volonté inébranlable de vivre en paix et sa foi en la démocratie comme régime politique idéal pour l’exercice du pouvoir.
Selon des informations publiées dans la presse et confirmées par des sources familiales, cette action alléguée anticonstitutionnelle a entraîné plusieurs arrestations arbitraires, dont celles de candidats à la présidentielle et de divers responsables politiques, tous emmenés vers des lieux inconnus, un acte qui constitue une grave violation des droits fondamentaux.
Par ailleurs, selon la plainte déposée par un député, son domicile a été envahi hier, 26 novembre, par un groupe d’hommes armés. Cet épisode alarmant témoigne du climat d’intimidation, de peur et d’insécurité qui règne dans le pays.
Le commandement militaire autoproclamé, qui prétend avoir pris le pouvoir en Guinée-Bissau, a annoncé la destitution des principales institutions de l’État, l’instauration d’un couvre-feu strict, la fermeture obligatoire des médias et la fermeture totale et indéfinie des frontières nationales.
Pour aggraver encore la répression, l’accès aux réseaux sociaux,
notamment Facebook et TikTok, a été fortement restreint,
en violation flagrante des droits humains et dans le but manifeste de museler la population,
de contrôler la circulation de l’information et de maintenir les citoyens dans l’ignorance.
Cette tentative d’interrompre par la force le processus électoral, sans aucun fondement plausible, constitue un affront à la souveraineté populaire et un coup dévastateur porté à la démocratie et à l’État de droit, valeurs que le peuple guinéen a réaffirmées avec courage, détermination et espoir.
Compte tenu de la gravité de la situation, la LGDH décide de ce qui suit :
1. Condamner fermement et sans réserve le prétendu coup d’État qui, par l’usage des forces armées, vise à s’attaquer aux principales institutions du pays, à l’État de droit, à démanteler le processus électoral et à bafouer la volonté populaire ;
2. Exiger la libération immédiate et inconditionnelle de tous les citoyens détenus en lien avec ces événements honteux, odieux et profondément inquiétants, perpétrés dans le seul but de protéger des intérêts autres que ceux de la République et du peuple martyr.
3. Exhorter les militaires impliqués à déposer les armes, à regagner leurs casernes et à assurer la reprise immédiate et intégrale du processus électoral, qui doit se poursuivre par la publication transparente des résultats des élections présidentielles et législatives ;
4. Exiger des officiers militaires accusés de complot en vue une retenue et une modération maximales, ainsi que la cessation immédiate de toute action limitant ou réprimant le libre exercice des droits et libertés fondamentaux garantis constitutionnellement aux citoyens ;
5. Exiger la levée immédiate du couvre-feu et la réouverture complète et inconditionnelle des médias et des réseaux sociaux, afin de garantir à la population l’accès à une information libre, indépendante et fiable.
Pour la paix, la justice et les droits de l’homme
Fait à Bissau le 27 novembre 2025
Traduction automatique du portugais
Version originale ci dessous :
COMUNICADO DE IMPRENSA
A Liga Guineense dos Direitos Humanos acompanha, com profunda
estupefacção e crescente inquietação, a dramática evolução da situação
política e militar no país, marcada pelo anúncio de um alegado golpe de
Estado ocorrido ontem, dia 26 de novembro de 2025, precisamente no
momento em que o país aguardava a divulgação dos resultados das eleições
legislativas e presidenciais realizadas no passado dia 23.
Este ato irracional interrompe de forma abrupta um processo eleitoral ao
longo do qual o povo guineense demonstrou, mais uma vez, a sua
maturidade, serenidade e, acima de tudo, a sua vontade inequívoca de viver
em paz e a sua fé na democracia como regime político ideal para o exercício
do poder.
De acordo com informações veiculadas pela imprensa e confirmadas por
fontes familiares, esta alegada ação anticonstitucional desencadeou várias
detenções arbitrárias, abrangendo candidatos às eleições presidenciais e
diversos dirigentes políticos, todos conduzidos para paradeiro desconhecido,
um ato que constitui uma séria violação dos direitos fundamentais.
Acresce que, segundo denúncias feitas por um Deputado da Nação, a sua
residência foi invadida ontem, dia 26 de novembro, por um grupo de homens
armados, um episódio alarmante que traduz o clima de intimidação, medo e
insegurança que se instalou no país.
O autoproclamado Comando Militar, que afirma ter assumido o poder na
Guiné-Bissau, anunciou a suposta destituição das principais instituições do
Estado, a imposição de um rigoroso recolher obrigatório, o encerramento
compulsivo dos órgãos de comunicação social e o fecho total das fronteiras
nacionais por tempo indeterminado.
Para agravar ainda mais a repressão, o acesso às redes sociais,
nomeadamente Facebook e TikTok, foi severamente limitado, numa clara
violação dos direitos humanos e numa tentativa evidente de silenciar a
população, controlar a circulação de informação e manter o povo na
ignorância.
Esta tentativa de interrupção forçada do processo eleitoral, sem qualquer
fundamento plausível, constitui uma afronta à soberania popular e um golpe devastador contra a democracia e o Estado de Direito, valores que o povo
guineense tem reafirmado com coragem, determinação e esperança.
Perante a gravidade da situação, a LGDH delibera o seguinte :
1. Condenar, de forma enérgica e sem reservas, o suposto golpe de
Estado que através do recurso às forças armadas pretende atentar
contra as principais instituições do país, contra o Estado de Direito e
procura desmantelar o processo eleitoral e confiscar a vontade
popular ;
2. Exigir a libertação imediata e incondicional de todos os cidadãos
detidos no âmbito destes acontecimentos vergonhosos, nefastos e
profundamente perturbadores, promovidos com o único e o exclusivo
propósito de proteger interesses alheios ao da República e do
martirizado povo ;
3. Exortar os militares envolvidos a deporem as armas, regressarem às
casernas e assegurarem a retoma imediata e integral do processo
eleitoral, que deve prosseguir com a publicação transparente dos
resultados das eleições presidenciais e legislativas ;
4. Exigir aos alegados militares golpistas à máxima contenção,
moderação e à cessação imediata de todas as ações que limitem ou
suprimam o livre exercício dos direitos e liberdades fundamentais
constitucionalmente assegurados aos cidadãos ;
5. Exigir o levantamento urgente do recolher obrigatório e a reabertura
plena e incondicional dos órgãos de comunicação social e redes
sociais, garantindo que a população tenha acesso a informação livre,
independente e fidedigna.
Pela Paz, Justiça e Direitos Humanos
Feito em Bissau aos 27 dias do mês de novembro de 2025
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